As empresas prestadoras de serviços têm uma dinâmica diferente. Por não comercializarem produtos, elas requerem um cuidado extra com a gestão financeira. Caso contrário, a chance de ficar no zero a zero, em vez de lucrar, é bastante real.

Por isso, é necessário fazer um trabalho efetivo e capaz de responder algumas perguntas, como:

Qual o faturamento médio mensal do seu negócio?

Qual o custo da prestação de serviços?

Quais são os gastos fixos e variáveis do mês?

Em quais períodos do ano há aumento ou diminuição da receita?

Chegar a essas respostas é o primeiro passo para as empresas prestadoras de serviços administrarem suas finanças. Neste artigo, vamos abordar a importância da prática, o que ela traz de positivo e negativo, e quais são as melhores dicas para aplicar na sua empresa.

A importância da gestão financeira nas empresas prestadoras de serviços

A gestão financeira contempla diferentes ações que abrangem planejamento, análise e controle das atividades referentes a investimentos, despesas, lucros, financiamentos, empréstimos e valor patrimonial do negócio.

Apesar do objetivo ser o mesmo — garantir um bom fluxo de caixa para honrar os compromissos em dia e fazer investimentos —, a gestão financeira nas empresas prestadoras de serviço precisa ser adaptada.

Isso porque o foco desses negócios não é a venda, mas sim a resolução de problemas do cliente. Desse modo, não tem necessidade de gerenciar o estoque, por exemplo. Por outro lado, é preciso cuidar da sua capacidade de atender às demandas.

Outra característica é o fato dos projetos serem desenvolvidos por demanda. Com isso, ocorre um contato mais próximo e o aumento das chances de personalização. Ainda se torna mais difícil realizar a automação da prestação de serviços, porque os projetos não são homogêneos.

Por outro lado, os custos operacionais tendem a serem menores. O problema é que o faturamento também pode ser mais baixo. Desse modo, a contabilidade de custos exige um cuidado maior, pois envolve valor por hora de trabalho e gastos de manutenção.

Assim, os objetivos a serem alcançados são diferentes. De toda forma, os propósitos dessa prática são:

auxiliar o negócio a crescer;

identificar gargalos e desafios futuros;

analisar o desempenho financeiro da empresa;

avaliar desvios dos indicadores financeiros, a fim de comprar o que estava previsto com o que foi realizado;

implementar medidas corretivas;

controlar o pagamento e o recebimento de contas.

Como fica claro, a gestão financeira é indispensável para qualquer negócio. No caso das empresas prestadoras de serviço, é uma atitude necessária para aumentar suas chances de sucesso no mercado e estabelecer boas parcerias.

Caso contrário, a chance de você deixar seus objetivos de lado e ter desequilíbrio nas finanças é grande. As contas começam a ficar no vermelho, e seu negócio pode entrar na lista de maus pagadores.

Isso é comprovado pelo fato de que, a inadimplência das empresas atingiu 6,2 milhões em janeiro de 2020, segundo dados da Serasa Experian. O índice apresentou alta de 9,9% em comparação com o mesmo mês de 2019. Desse total, 94,2% são micro ou pequenas empresas.

Em relação às empresas prestadoras de serviços, 50,2% estão endividadas. Esses dados demonstram a importância da gestão financeira e o que pode ser evitado por ela, inclusive a inadimplência.

Fonte:Contábeis

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